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Imagine Harry Styles | Flowers and Chocolate

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— Aqui é muito bonito. 

(Seu nome) sorriu olhando para os lados observando com atenção cada mínimo detalhe do restaurante que seu namorado, Harry, a levou para jantar. Não havia uma comemoração específica, ele apenas sentiu vontade de sair na companhia dela e a levou para jantar em seu restaurante favorito e consequentemente caro pelo serviço de qualidade e os renomados chefs de cozinha. 

— Você nunca veio aqui? É o meu lugar favorito em Londres. — ele sorri pegando o cardápio o analisando mesmo que ele já soubesse o que iria pedir — Traga um vinho enquanto decidimos o que pedir, por favor. — ele desviou o olhar para o garçom sorrindo de leve o vendo se afastar. 

— Meus amigos daqui não são muito de restaurantes, sempre que eu vinha a Londres, nós íamos nos divertir em pubs. — (seu nome) disse simplesmente olhando o menu tentando decidir se pede por conta própria ou pede a ajuda de Harry, já que ele já é familiarizado com tudo no lugar. 

O vinho chegou e suas taças foram servidas, Harry fez o pedido para ambos e o garçom acenou com a cabeça se retirando e deixando os dois a sós. 

— Aqui é bem aconchegante. — (seu nome) comentou e levou a taça até os lábios bebendo um pouco do vinho. 

— Sim... Eu me sinto em casa quando venho até aqui. É simples e sofisticado. — Harry sorriu também bebendo um pouco do vinho. 

— Temos quanto tempo até termos que voltar a Los Angeles?  

— Acho que uma semana... O suficiente para terminar a divulgação do álbum por aqui. — Harry deu de ombros olhando para a entrada do restaurante onde pôde ver uma loira entrando desacompanhada — Eu não acredito... Que coincidência. — vendo o sorriso animado em seu rosto, (seu nome) seguiu o olhar dele não gostando nada do motivo do sorriso — Eu preciso ir até ela, você se incômoda? Eu não vou demorar! 

Antes que (seu nome) pudesse responder, Harry já caminhava em direção a loira deixando a namorada para trás se perguntando o porque da pergunta se ele ao menos deixou que ela respondesse que se incomodaria muito se ele fizesse aquilo, talvez ele não esperou justamente por saber que ela seria sincera em dizer que sim. 
(Seu nome) assistiu o namorado chamar a moça de forma animada, não que ela pudesse ouvir algo já que a mesa ficava há seis mesas de distância da qual estava sentada, mas ela podia notar pelo sorriso no rosto de Harry. Eles se abraçaram e ela se sentou à mesa e Harry continuou de pé, não por muito tempo, porque ele não demorou a se sentar. Mesmo que ele tenha apontado para a mesa em que ela estava em algum ponto da conversa, ele não pareceu se importar em voltar a se sentar com ela porque se passaram cinco minutos e nada dele se levantar da mesa que agora estava. 
Os pedidos chegaram e pela expressão facial do garçom, ele estranhou o fato de da mulher estar sozinha e estranhou mais ainda ao passar os olhos por todo restaurante e ver seu par em outra mesa com outra mulher. (Seu nome) poderia jurar que o garçom estava decidindo se perguntava se deveria levar o prato de Harry até ele na outra mesa, mas ele pediu licença e saiu ainda sem entender. 
(Seu nome) começou a comer sua refeição na esperança de que Harry olhasse em sua direção e se tocasse de que a verdadeira companhia dele estava sozinha na mesa que ele deveria estar, com um prato esfriando a sua frente enquanto ele está de papo com uma loira vadia. Não que a loira seja culpada do que ele fez, mas a essa altura para (seu nome), até o manobrista tem culpa por ela estar sozinha fazendo papel de idiota.  
Mais alguns minutos se passaram e (seu nome) poderia dizer que foram horas, ela terminou de comer, de beber o vinho e Harry continuava a conversar e sorrir na mesa com outra pessoa e essa foi a gota d'água. 
Depois de limpar a boca no guardanapo, (seu nome) pegou sua bolsa na cadeira ao lado e se colocou de pé caminhando até a mesa em que o namorado estava. 

— Com licença. — ela falou com um sorriso forçado no rosto quando se aproximou — Eu só vim avisar ao meu namorado atencioso e dedicado que eu ainda estou nesse restaurante e que já terminei de jantar sozinha enquanto o prato dele enfiava a minha frente. — ela usou todo o sarcasmo que podia para dizer os adjetivos "atencioso e dedicado". 

— (Seu nome) e... 

— Não precisa dizer nada, querido. — ela o interrompeu queimando-o com seus olhos enquanto o sorriso forçado não deixava seu rosto — O que deveria ter sido dito já não dá mais tempo... Lembre-se na próxima vez de me dizer que eu só vou te acompanhar até a porta do restaurante porque você vai se sentar com outra pessoa. Assim eu não me dou o trabalho de sair de casa. — Harry ficou a olhando sem reação e a mulher loira a sua frente, sem saber o que fazer, tomou um gole da água que estava em sua taça sobre a mesa — Tenham uma boa noite. — (seu nome) se virou para sair mais voltou-se ao namorando quando se lembrou de algo — Não se preocupe... O garçom irá trazer a conta até você.  

E então ao se virar, (seu nome) caminhou decidida para fora do restaurante deixando que o sorriso falso sumisse de seus lábios que pareciam dormentes de tanto ficarem esticados em falso contentamento. Ela estava borbulhando de raiva por dentro e milhões de pensamentos homicidas passaram por sua mente enquanto ela andava até o ponto de táxi mais próximo torcendo para não ficar ali muito tempo esperando porque isso era só o que faltava para fazê-la cuspir fogo no primeiro que aparecer em sua frente. 
Os minutos foram passando enquanto ela batia o pé no chão impaciente, agradeceu mentalmente ao ver um farol de carro indo em sua direção, mas quando ele parou a sua frente ela apenas amaldiçoou a noite miserável que estava tendo. 

— Entra no carro! — Harry falou autoritário ao abaixar o vidro do lado do passageiro para que pudesse ver a namorada. Quando ela apenas se virou na outra direção como se ele não estivesse ali, ele bufou irritado — Não me faça descer e te pegar a força. 

— O que aconteceu com o super papo que você estava tendo com aquela mulher? Só era interessante quando você sabia que tinha uma idiota comendo sozinha enquanto esperava por você? — (seu nome) se virou para olhar o namorado ainda dentro do carro. 

— Aquela mulher é apenas uma amiga que eu não via há algum tempo, o papo só rendeu e eu não me esqueci de você. Eu estava conversando sobre o meu álbum. — Harry tentou se explicar, mas viu que não deu certo ao ouvir a risada sarcástica da namorada. 

— Fico muito feliz em saber que eu não fui esquecida por você... Não posso nem imaginar como seria se você realmente tivesse me esquecido.  

— Não seja assim, (seu nome). Por favor, não complique as coisas. — Harry passou a mão sobre o rosto. 

— Eu não te obriguei a vir atrás de mim, você poderia fazer como fez no restaurante. Me ignorar completamente. 

— Entra no carro que eu vou te levar para casa. — Harry falou após um suspiro cansado. 

— Tchau, Harry! 

(Seu nome) caminhou até um pouco mais atrás do carro e sinalizou para um táxi que se aproximava, ignorando os chamados de Harry. Ela não queria discutir mais e entrar no carro dele só os fariam brigar, ela estava de cabeça quente e nada que ele dissesse poderia fazer com que ela se acalmasse. 

[...] 

(Seu nome) e Harry não se falam desde a noite do restaurante e já se passaram uma semana desde então. Naquela noite ela foi direto para o aeroporto e voltou para Los Angeles, sem se importar de pegar suas roupas na casa de Harry em Londres. Ela ignorou todas as chamadas telefônicas e todas as mensagens que ele a mandou, a única coisa que ele ficou sabendo foi por uma curta mensagem que ela mandou. 

"Estou bem. Estou em LA.

Harry logo estaria de volta e com certeza a procuraria, ela só não esperava que seria tão rápido ao abrir a porta de sua casa e dar de cara com ele. 

— Está disposta a conversar agora? — Harry entrou na casa sem deixar que a mulher falasse algo — Você acha certo sumir e não me dizer nada? 

— Eu disse que estava bem e onde estava. — (seu nome) rebateu fechando a porta. 

— Me desculpa, 'tá legal? — Harry a olhou nos olhos — Eu não deveria ter te deixado tanto tempo sozinha, isso foi erro meu, mas você também não cooperou. Mal me deixou falar e foi embora sem me avisar. 

— Ok, Harry. Satisfeito? — (seu nome) apoiou a mão em sua cintura. 

— Você ainda está brava? Cara, já se passaram uma semana. — Harry bufou. 

— Não me chama de cara e eu já disse "ok". 

— "Ok" não quer dizer nada, (seu nome). 

— Está bem, Harry, tudo bem você ter me deixado mofando naquela mesa. — ela falsificou um sorriso. 

— O que eu faço para fazer você me perdoar?  

— Você já pensou em flores e chocolate? Acho que daria certo... — (seu nome) deu de ombros. 

— Isso! Fique aqui, eu já volto! — Harry saiu apressado pela porta fazendo (seu nome) rir. 

— Eu espero que esse "já volto" não seja como o "não vou demorar" do restaurante. 

(Seu nome) riu ao falar já sozinha na sala de sua casa. Ela não está mais brava, só gostava de ver Harry todo preocupado e empalhado em fazê-la desculpa-lo.



^.^

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Imagine Harry Styles | Future Teacher (Pedido/Parte 4)

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Pedido por: Ana Paula

O domingo de (seu nome) passou com ela tentando convencer suas amigas à dormirem em sua casa. Talvez ela estivesse com medo do adolescente maluco que começou persegui-la, mas de nada adiantou, no início da noite ela estava sozinha, suas amigas tinham trabalho na manhã seguinte e não poderiam ficar.
Qualquer barulho, mínimo que seja, fazia a mulher ficar em alerta e com o coração na mão.
Na manhã seguinte ela estava muito cansada, a maior parte da noite ela ficou acordada e quando finalmente conseguia dormir, qualquer barulho a assustava e então era mais algum tempo até que ela conseguisse dormir novamente. Se Harry queria deixá-la com medo e a beira da loucura, ele estava no ponto certo.
Ao adentrar a sala de aula, ela apenas deixou suas coisas sobre a mesa e pegou o pincel começando a escrever no quadro o que iriam estudar durante a semana. Ela estava tão aérea que não ouviu Niall dizer ‘bom dia’ e muito menos viu o sorriso morrer em seu rosto quando foi ignorado. O loiro agora estava pensando que a mulher estava brava com alguma coisa que ele tenha feito.
Uma pessoa em especial notou o acontecido, os olhos verdes estavam atentos a tudo que acontecia com a mulher porque ela era de seu interesse, ela era dele e de ninguém mais. Harry repetia isso para si mesmo todos os dias e agora estava satisfeito que ela ignorou o tomate humano. Ele rodeava tanto aquele garoto.
A hora do intervalo não demorou a chegar e (seu nome) caminhava pelo corredor principal em direção a sala dos professores, em suas mãos estavam alguns livros de história e sua bolsa estava pendurada em seu ombro. No momento em que passava em frente a sala do zelador, seu braço foi puxado com força a obrigando entrar na pequena sala abarrotada de objetos de limpeza. Mantendo seus livros apertados contra seu peito, ela viu os olhos verdes agora escuros a encarando fixamente.
— Você ia transar com ele! Ia fazer o mesmo que fez comigo! — Harry acusou empurrando-a pelos ombros contra a parede.
— Do que você está falando? — (seu nome) se encolheu com medo, ela não poderia agredi-lo, estavam nas dependências da escola.
— Estou falando da porra daquele garoto que vive cheio de sorriso para você. Eu sei que você gosta, mas eu não permitirei que você o toque, não depois de ter me tocado! — ele vociferou não muito distante do rosto da mulher.
— Ele é meu aluno, como você também é. — ela disse ofegante por seus batimentos estarem acelerados.
— EU NÃO SOU SÓ A PORRA DE UM ALUNO! — ele gritou se virando e dando um soco no armário fazendo algumas coisas irem ao chão — NÃO ME COMPARE COM AQUELE MERDA! — Harry a segurou pelos braços à sacudindo e fazendo seus livros caírem — EU NÃO SOU SÓ A PORRA DE UM ALUNO! VOCÊ SABE QUE EU NÃO SOU! — o rosto de Harry estava vermelho e algumas de suas veias saltavam em sua testa.
Os olhos de (seu nome) estavam arregalados e cheios de lágrimas, ela estava assustada com a atitude do garoto, as mãos dele ainda apertavam fortemente seus braços até que a porta abriu o fazendo se afastar.
— Está tudo bem aqui, senhorita? — o zelador perguntou desconfiado enquanto seus olhos analisavam o estado da mulher.
Harry não gostou nada de vê-lo olhando para sua mulher, mesmo que por alguns segundos.  
— Está tudo bem, estamos conversando. — Harry se adiantou em dizer.
— Está tudo bem, senhorita? — o senhor perguntou novamente deixando claro que queria que a mulher respondesse.
— S-sim... — ela gaguejou abaixando-se rapidamente para pegar os livros do chão — Licença. — ela passou apressada ao lado do zelador enquanto ele olhava desconfiado para o garoto.
— O que está olhando?! Vá para o inferno! — o garoto chutou alguma das coisas que ele derrubou e passou pelo senhor pisando fundo.
[…]
(Seu nome) contava os minutos para sair da escola, mas ao mesmo tempo queria que eles demorassem o máximo possível para que ela não tivesse que ficar em casa sozinha. Na escola tinha pessoas para interromperem alguma coisa que pudesse acontecer como o zelador fez; a mulher nunca ficou tão agradecida em sua vida. Ela nunca pensou que o garoto pudesse ser tão agressivo, mas agora ela espera qualquer coisa daquele pequeno demônio.
O sinal anunciando o fim das aulas soou e ela recolheu suas coisas para que pudesse sair com o fluxo de alunos e não ficar por último para evitar encontrar com Harry. Andando apressadamente pelo corredor ela só prestava atenção a sua frente querendo passar logo pelo portão e ter a certeza que não o encontrou, quando estava para colocar os pés para fora, uma mão tocou seu ombro a fazendo se assustar.
— Desculpe... — o garoto sussurrou e a mulher parou ao perceber quem era.
— Tudo bem, eu só estava distraída. — ela sorriu fraco.
— Eu queria pedir desculpas por ter feito você ficar brava, eu juro que não queria, então me desculpe. — ele brincou com seus dedos enquanto falava.
— Eu não estou brava com você, doce. — falou inconscientemente o apelido — O que te faz pensar isso?
— Eu te cumprimentei quando você entrou na sala e você não me respondeu. — ele disse um pouco sem graça.
— Eu estou com alguns problemas em casa e fiquei um pouco desligada hoje mais cedo. Me desculpe por isso. — ela sorriu e segurou a mão do menino para assegurá-lo que tudo estava bem.
— Você mora na sétima avenida? — ele perguntou inocentemente fazendo a mulher ficar em alerta.  
— Como sabe sobre isso?
— Alguém na sala comentou que te viu entrando em uma casa lá. Eu moro na quarta... Será que eu poderia te acompanhar? Eu não tenho amigos ainda. — ele sorriu fraco e a mulher pensou seriamente se deveria. Olhou para os lados e não viu ninguém.
— Tudo bem... Vamos a pé, não é tão longe.
(Seu nome) e Niall caminharam devagar na direção que os levava a suas respectivas casas, enquanto conversavam sobre a história da Inglaterra. A mulher estava encantada com o quanto o garoto sabia sobre o assunto.
No meio do trajeto, a conversa dos dois foi interrompida por gritos pelo nome de (seu nome), ela conhecia aquela voz grave e sabia de quem se tratava, então segurou o pulso de Niall para que ele apressasse seus passos junto com ela na tentativa de não ser alcançada, mas falhou miseravelmente quando Harry a puxou pelo cabelo.
— ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI COM ESSE VERME, VADIA?! ESTÁ O LEVANDO PARA FODER VOCÊ, CACHORRA?! — algumas pessoas que passavam encararam a cena curiosos e assustados pelo palavreado.
— Solta ela, Harry! — Niall tentou empurrar o garoto um pouco mais alto e acabou caindo no chão ao levar uma braçada.
— CALA A BOCA, ESTÚPIDO! VOCÊ SÓ FAZ ESSA CARA DE MERDA PARA PEGAR A MULHER DOS OUTROS. EU VOU MATAR VOCÊ! — Harry estava indo em direção ao garoto, mas (seu nome) se colocou na frente dele.
— Isso é entre mim e você, Edward. Por favor, pare. — a mulher implorou incomodada com os olhares curiosos das pessoas ao redor.
— EU ATÉ FARIA O QUE ESTÁ ME PEDINDO, MAS VOCÊ É UMA VADIA IMUNDA QUE ESTAVA O LEVANDO PARA SUA CASA!
— Pare de gritar, por favor. — tentou novamente.
— Vamos professora... — Niall que já havia se levantado do chão, puxou de leve o braço da professora para que ela deixasse o garoto gritando sozinho no meio da rua.
Os dois começaram a andar na mesma direção de antes.
— VOCÊ VAI ME IGNORAR?! VAI FICAR COM ESSE BOSTA?! — Harry foi prontamente ignorado e isso o deixou ainda mais nervoso.
Harry olhou de um lado para o outro em busca de alguma coisa e seus olhos cerraram ao ver um pedaço grande de madeira no chão. Sem pensar, ele pegou a madeira e correu em direção aos dois e acertou a cabeça de Niall fortemente com o objeto em sua mão.
Antes de fugir, ele pode ver (seu nome) se ajoelhar ao lado do garoto e muito sangue  tingir os fios aloirados logo escorrendo pelo chão.


Desculpem qualquer coisa... Estou postando pelo celular.

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Imagine Harry Styles | Future Teacher (Pedido/Parte 3)

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Pedido por: Ana Paula


O dia amanheceu maravilhoso, (seu nome) podia ver os fracos raios de sol saírem de trás de uma nuvem indicando que o dia seria um pouco ensolarado. Apesar da situação estressante que teve em seu primeiro dia na escola, ela acordou de bom humor pronta para o novo dia, esperava que tudo se saísse bem como não aconteceu no dia anterior.
Com a janela de seu carro aberto, ela respirava o ar puro e gostoso de Holmes Chapel, por ser de manhã e uma cidade pequena comparada a que morava, para (seu nome), ela nunca havia respirado ar tão puro como esse.
A sensação de paz acabou assim que estagiou o carro no local reservado aos professores atras da escola. Pegando sua bolsa e saindo do carro o travando em seguida, pôde ver a figura mentirosa de dezesseis anos possivelmente a esperando. Nem um pouco a fim de encontrar com o garoto e correr o risco de bater na cara dele, ela contornou a escola pelo outro lado em passos largos para não ser alcançada se ele tentasse correr atrás dela.
Depois de evitar o estressante encontro, (seu nome) se apresentou a mais uma turma onde daria suas aulas e tudo correu bem, os meninos eram um pouco saidinhos, mas nada demais ou desrespeitoso. Era apenas sintomas da puberdade.
Depois do intervalo (seu nome) só teria uma aula no último horário e então estaria livre para ir para casa, assim como os alunos. Agora ela esperava dentro da sala dos professores, onde só ela se encontra, saboreando um café enquanto seus olhos estão fixos na televisão onde passa o jornal local.
Batidas na porta chamaram sua atenção e abandonando sua xícara, ela caminhou até a madeira escura a abrindo e dando de cara com o fofo aluno, Niall Horan.
– Em que posso ajudá-lo, Niall? – um sorriso genuíno apareceu em seus lábios enquanto olhava o garoto. Ele apenas lhe estendeu a mão e a entregou um bilhete.
(Seu nome) sorriu ainda mais pensando no quão fofo o garoto é na aparência e o quão mais ele seria se estivesse a entregando uma cartinha de admiração ou até por preocupação pelo seu mal estar do dia anterior, mas seu sorriso morreu ao desdobrar o papel e ler aquelas palavras escritas a mão em grandes letras de forma.
Transe comigo, vadia!
(Seu nome) sentiu-se tonta por alguns segundos, mas logo engoliu em o bolo que se formou em sua garganta puxando o garoto para dentro da sala, fechando a porta em seguida.
– Você que escreveu isso, Niall? O que você tem a me dizer sobre esse bilhete estúpido? – os olhos do garoto se arregalaram diante do tom severo da professora e ele apenas negou rapidamente – Você ao menos sabe o que está escrito nesse papel? – ela balançou o papel em frente ao rosto do garoto e ele mais uma vez negou.
Respirando fundo para se acalmar, (seu nome) deu alguns passos pela sala enquanto o garoto continuava estático. Ela sabia que ele não seria capaz disso e nem teria motivos, e sabia também quem era o dono daquela frase imunda.
– Por favor, Niall, não seja tão ingênuo entregando bilhetes sem nem ao menos saber o que está escrito. A pessoa que mandou você me entregar isso queria te colocar em maus lençóis.
– Desculpa... – o garoto disse com a voz chorosa.
– Tudo bem, querido... Eu sei que não queria fazer isso. – ela afagou os fios macios do cabelo do garoto e logo batidas na porta chamaram sua atenção.
(Seu nome) caminhou mais uma vez em direção a porta, mas antes que pudesse abri-la, a pessoa que batia foi mais rápida e ela pode ver o diretor olhar a sala desconfiado.
– Está tudo bem? Um dos alunos disse que viu uma movimentação estranha por aqui. – o diretor ainda da porta varria a sala com os olhos.
– Está tudo ótimo senhor Grimshaw, o aluno, Niall Horan – apontou para o mesmo no meio da sala – Veio tirar algumas dúvidas que acreditou não poder esperar até próxima aula. Me desculpe se fiz mal, eu pedi para que os alunos me procurarem caso tivessem alguma dúvida com a matéria.
– Não há mal nenhum, apenas vim checar porque um dos alunos me procurou e disse que eu deveria vir aqui. Desculpe se atrapalhei. – o homem sorriu simpático.
– Não, já esclareci o que ele precisava saber. 
– Vamos rapaz? Você está em horário de aula pelo que me consta. 
Niall caminhou inseguro em direção a porta e depois de lançar um olhar pesaroso para a professora, ele saiu da sala caminhando pelo corredor tendo o diretor logo atrás. Olhando os dois sumirem de sua visão, (seu nome) pode ver Edward escondido atrás de um dos armários e soube que ele está se dedicando para tornar sua vida um inferno dentro daquela escola.

[...]

Um dia depois que recebeu o maldito bilhete, Niall não compareceu a escola deixando (seu nome) preocupada durante todo o dia pensando nas possíveis causas de sua ausência, o que ela mais temia era que Edward tivesse feito algo com o garoto, mas sua preocupação passou quando Niall apareceu no dia seguinte.
Quem havia sumido foi Harry, ou Edward, durante todo o resto de semana ele não pisou na escola e para (seu nome) esses dias não poderiam ser os mais radiantes e sossegados desde que pisou naquele lugar. Suas aulas aconteceram sem nenhum tipo de problema e ela andou pelos corredores a vontade sem temer encontrar com o ser de olhos verdes.
Agora, sábado a noite, ela resolveu tirar o dia inteiro e noite para si negando o convite de suas amigas para voltar no mesmo lugar onde cometeu o maior erro de sua vida. Depois de desligar a televisão e caminhar até o interruptor responsável pela iluminação da sala e apertá-lo, um barulho alto de vidro quebrando a fez gritar e acender a luz novamente.
Havia um buraco em sua janela de vidro e ao vasculhar o cômodo pode ver uma pedra embrulhada por algo no canto da sala. Caminhando devagar e com certo medo, ela pegou a pedra e tirou o papel que a embrulharam para ler a palavra vadia escrito com a mesma letra do bilhete que recebeu de Niall na sala dos professores.
Com o coração acelerado e sensação de pânico crescendo em seu peito, ela se perguntava até onde aquele pequeno demônio de olhos verdes levaria aquela história, o medo cresceu ainda mais ao perceber que ele sabe onde é sua casa.


Depois de UM ano, Future Teacher teve uma parte 3


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Imagine Zayn Malik | Drunk

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Todas as coisas que haviam anotadas na minha lista estavam quase todas providenciadas, para isso eu contei com a ajuda de alguns amigos que se disponibilizaram a ajudar. Meu namorado estará completando 24 anos em dois dias e eu resolvi preparar uma festa, não é um aniversário surpresa, mas eu que estou no comando de tudo e não deixo o Zayn opinar.  
Quero que seja uma coisa organizada por mim para ele.  
O tema que eu escolhi foi à fantasia, eu sempre gostei de festas desse tipo e o Zayn também então achei que seria uma boa depois de comentar com ele e receber um comentário positivo. Minha fantasia já estava pensada e Zayn estava se decidindo como qual dos seus personagens de filmes ou quadrinhos ele preferia se vestir, quando Niall nos convenceu a não fazer isso dizendo já temos uma época do ano específica para fantasias.
As únicas coisas que precisávamos para poder respirar com mais calma - eu pelo menos que estou dando o sangue para que tudo seja incrível - é um DJ e um barman, mas espero resolver essas pendências amanhã ao ir em uma agência responsável por esses serviços.  
Os dois dias voaram e tudo estava perfeito olhando da porta de casa, eu já estava trajando a meu vestido de festa - que segundo Zayn é minúsculo - enquanto encara o jardim bem iluminado com um palco improvisado para o DJ e um bar do outro lado para que o barman preparasse as bebidas. Alguns de nossos amigos de outras cidades que estavam na hospedados na casa já se encontravam espalhados pelo jardim, alguns deles até já estavam com um copo de bebida em mãos.
Zayn não demorou a aparecer e fomos cumprimentar os convidados que estavam chegando aos poucos e logo se dirigindo a pista de dança. Quando o jardim estava lotado, eu apenas queria me certificar que todos estavam sendo bem servidos e se divertindo esquecendo da minha própria diversão, mas tudo que eu queria era que tudo fosse impecável.
— (Seu nome)? — Harry praticamente gritou em meu ouvido por conta da música alta e eu me virei o dando atenção — Você precisa se divertir. — ele sorriu levando a borda do copo com um líquido azul até a boca.
— Eu estou ocupada! — foi a minha vez de me aproximar de seu ouvido para ser ouvida.  
— Está tudo bem, apenas relaxe. — ele empurrou o seu copo em minha direção e para não desapontá-lo tomei apenas um gole.
— Tenho que ir!
Eu tratei logo de me afastar para dar mais uma volta e me convencer que tudo ficaria bem sem a minha fiscalização, a verdade é que eu não gosto muito de beber e não quero me sentir pressionada a fazer isso, então não ficar parada apenas em um lugar era o meu plano.
Avistei Liam e Zayn conversando perto do bar enquanto cada um tinha um copo com bebidas de cores diferentes e me aproximei abraçando o Zayn por trás.
— Você fez um bom trabalho, (seu nome). — Liam disse em um tom audível e sorriu em seguida.
— Obrigada. Foi tudo para o meu namorado lindo. — eu sorri.
— Eu adorei! — Zayn virou o rosto encontrando seus lábios com os meus em um selinho — Agora só quero curtir com minha namorada e não ficar a assistindo correr de um lado para o outro nesse imenso jardim lotado de pessoas. — ele brincou e eu ri baixo.
— Eu acho que ela precisa beber um pouco... — Liam comentou e se virou para o barman — Prepara uma margarita, por favor.
— Até você, Liam?! — fingi indignação e me coloquei na frente de Zayn para ter suas mãos em volta da minha cintura — Saiba que não é o primeiro que quer me embebedar.
— Quem foi o primeiro? — Zayn perguntou quase no mesmo instante.
— Harry. O encontrei antes de chegar aqui. — Zayn assentiu e o barman deixou a bebida sobre o balcão e Liam a empurrou em minha direção.  
Mais uma vez peguei o copo com bebida e tomei um gole tentando sorrir para não parecer uma idiota quando a bebida queima a minha garganta ao descer. Depois de alguns minutos consigo convencer Zayn à dançar comigo e nós vamos para a pista de dança deixando as bebidas de lado.
Depois de três músicas que dançamos, nossa pele já se encontrava com uma fina camada de suor e então voltamos para onde estávamos tendo agora como companhia, além de Liam, Louis, Niall, Harry e Andy. Zayn pediu uma bebida para se refrescar e eu pedi uma água atraindo o olhar surpreso de todos.
— O que foi? — me senti um pouco desconfortável com a atenção repentina.
— Você pediu água... Em uma festa. — Niall explicou e eu revirei os olhos.  
— E onde está o crime nisso? — peguei a garrafa de água a abrindo, mas logo ela foi tomada de mim por Louis.
— Não se bebe água em uma festa como essa. — ele falou devolvendo a garrafa para o homem do outro lado do balcão.
— Só pode ser brincadeira... — murmurei negando com a cabeça.  
— Bebe um pouquinho, amor. — Zayn sussurrou em meu ouvido — Só para eles pararem de encher o saco.
Para atender ao pedido do meu namorado e aniversariante, eu aceitei beber apenas um copo do que eles me propuseram e o virei de vez em minha boca como Niall me instruiu. Minha garganta ardeu como se fogo passasse por ela e pela risada dos garotos, minha careta havia sido muito engraçada.  
— Mais uns dois copos você nem sentirá mais arder. — Harry me empurrou outro copo cheio e eu neguei imediatamente.
— Qual é, (seu apelido)?! Você precisa aprender a se divertir. — Andy riu e mais uma vez eu neguei.
— Mais um... Só para mostrar que você não foge de um desafio. — Liam me encarou e eu suspirei aceitando mais uma vez e virei a bebida para dentro da minha boca recebendo um beijo de Zayn em minha nuca e sem dizer nada, Harry tornou empurrar outro copo em minha direção.  
— Já chega! — tentei colocar um ponto final em toda a insistência, mas todos eles começaram a gritar "vira, vira, vira" me fazendo mais uma vez fazer o que eles queriam.  
Teve um momento que eu não sabia quantos copos de bebida eu havia virado, minha garganta já havia se acostumado com o ardor e não fazia mais diferença quando eu bebia. Se me perguntarem quantas pessoas estavam ao meu redor, eu provavelmente responderia que tinha um par de cada uma delas porque em algum momento eu passei a ver as coisas em dobro.  
Minha única vontade era dançar, sem saber o por que e sem perceber eu estava rebolando no meio dos meninos que formavam um círculo ainda próximo ao bar, mas isso não demorou muito porque Zayn começou a me guiar para dentro de casa e com sua ajuda, logo estávamos entrando no quarto.  
— Eu não quero ficar aqui... Quero ir para a festa. — eu mesma quase não entendi o que eu havia dito pela forma embaraçada com que as palavras saíram da minha boca.
— Chega de festa para você, os caras fizeram você beber demais. — Zayn me puxou pela mão em direção ao banheiro e depois de quase esbarrar na mesinha, ele segurou minha cintura me dando equilíbrio.
— Eu estou bem, Zayn, bem... — escorreguei na parede até esta sentada no chão quando Zayn me deixou para ligar o chuveiro — Muitooooo bem... Bem, bem... Melhor. — eu comecei a rir sem um motivo aparente.
— Você está bem... Bem bêbada. — ele me colocou de pé e começou a tirar minha roupa.
— Você quer abusar de mim... Eu vou gritar bem alto. — encostei minha cabeça na parede o assistindo me despir.
— Ninguém vai te ouvir então vá em frente.  
— Não quero gritar... Você é lindo. — mudei de assunto rindo como uma retardada. Apenas com calcinha e sutiã, Zayn me enfiou embaixo da água gelada do chuveiro enquanto eu resmungava tentando me agarrar a ele a fim de me livrar do frio.
— Frio... — me encolhi tendo a toalha a minha volta e caminhando para fora do banheiro com o auxílio de Zayn.
— Já vai passar... Tire essa roupa molhada que eu vou pegar algo para te vestir.
Apenas fiz o que ele falou deixando a toalha e minha roupa intima no chão esperando que Zayn voltasse até mim com a roupa, ele me trouxe uma de suas camisas e me ajudou a me vestir guiando-me até a cama em seguida e se deitando comigo.
— Amanhã você acordará com uma fodida dor de cabeça... Então, boa noite, amor.
Foi a única coisa que lembro ter ouvido antes de cair no sono pesado.



Hoje mais um dos nossos garotos está ficando mais velho 


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Especial Zayn Malik

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Oi, oi, amores!
Eu vim avisar que lá no tumblr está rolando um especial em comemoração ao aniversário do Zayn. Serão cinco dias com de imagines somente dele.
Dois já foram postados, corram lá para ler e fiquem atentos para os três que ainda estão por vir. ♡

Imagine Harry Styles | Give Me Love

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Eu não consigo acreditar que me atrasei para o meu horário no salão, tudo isso foi culpa de Harry que pareceu esconder a chave do meu carro quando eu me recusei a desmarcar meu horário no mais badalado salão para ficar com ele em sua folga do trabalho.  
Pelo amor de Deus, quem deixaria de lado um compromisso tão importante para passar o dia inteiro fazendo qualquer coisa? Eu prefiro cuidar do meu cabelo e minhas unhas.
Minha agenda está lotada, irei ao salão, às compras, sair para tomar um café com minhas amigas e por fim irei no meu massagista. Tudo que eu faço em meus dias é organizado com antecedência para que até no fim do dia todas as coisas sejam feitas como o previsto.
Eu tenho a vida que qualquer pessoa pediu a Deus, posso comprar tudo que me vem em mente e um closet dos sonhos, o único defeito é o meu marido. Ultimamente ele anda me cobrando algumas coisas que não dependem de mim, ele acha que eu escolho o horário no salão, mas a verdade é que toda semana eu tenho que lutar para conseguir um tempo para cuidar dos meus cabelos e eu me recuso a ficar sem esse meu pedaço de felicidade.  
Tem sido patético a forma como Harry se esfrega em mim em busca de carinho como se eu não fosse uma pessoa ocupada, não é como se eu fosse trocar um dia no spa para passar o dia com ele respirando em meu pescoço me causando agonia.
No fim do dia eu já me sentia exausta enquanto entrava pela porta da frente com o porteiro trazendo todas as minhas compras de hoje, não tinha muita coisa, eram só umas cinquenta sacolas com umas coisinhas básicas, compra mesmo eu faria dia seguinte.
Deixei minha bolsa sobre a mesinha de vidro no centro da sala e me joguei sobre o sofá livrando meus pés dos saltos que os impossibilitam de respirar, fecho meus olhos respirando fundo tentando relaxar.
— Obrigada, Geoff. Pode se retirar. — ouvi a voz de Harry e nem ao menos abri meus olhos.
Ao ouvi a porta se fechar, senti o sofá ao meu lado afundar e um corpo se aproximar do meu me causando uma sensação incômoda, como se meu espaço pessoal estivesse sendo invadido, então eu apenas me afastei.
— Você sempre se afasta quando eu me aproximo, somos casados (seu nome), eu mal posso te tocar. — bufo abrindo meus olhos e me viro para ele.
— Dá um tempo, Harry, eu estou cansada. — me levanto e caminho em direção a saída da sala.
— Mais tempo do que eu já te dei? Você só faz compras e mais compras como pode estar cansada? — me viro para ele o encarando incrédula.
— É impressão minha ou você vai começar a jogar tudo na minha cara? — jogo minha bolsa no sofá e cruzo meus braços.
— A única coisa que quero jogar na sua cara há muito tempo é o quanto você é uma péssima esposa. — ele sustentou meu olhar.
— Péssima esposa? Eu sou uma perfeita esposa apenas por aguentar toda essa sua carência.
— Eu não seria carente se minha esposa me desse um pouco de carinho, se fosse para me sentir sozinho eu não teria me casado. — reviro os olhos completamente entendida com esse papo.
— É bom saber que se arrepende desse casamento.
— Eu não me arrependo... A única coisa que eu lamento é não ter percebido que a mulher que eu realmente amo estava perdendo seu lugar para uma pessoa fútil e vazia que só pensa em dinheiro, compras e luxo. — eu apenas ri negando com minha cabeça sem acreditar realmente no que eu estava ouvindo — Essa realmente foi uma perda dolorosa, eu amava sua forma doce e seu sorriso imenso quando eu a roubava um beijo em algum momento de distração. — ele sorriu de forma amarga, como se lembrar daquelas coisas o machucasse inteiramente por dentro — Hoje eu durmo ao lado de uma mulher ácida e intocável que apenas sorri na minha presença quando eu libero o cartão de crédito sem limite.
Ok. A forma que ele contava essa história estava um pouco exagerada, eu não me tornei tudo isso desse jeito que ele narrou. Eu ainda sou doce e consigo sorrir por outras coisas que não seja apenas um cartão de crédito.
Eu consigo me lembrar perfeitamente a última vez que nos beijamos de verdade, apaixonantemente, até por que não faz muito tempo. Isso aconteceu no jantar em família que tivemos em... Em... 2015? Não temos mais jantarem em família, então provavelmente foi no aniversário de dez anos da Lux. Mas acho que também não foi porque a Lux está com doze anos agora...
Bem, talvez eu não consiga me lembrar muito bem, mas eu tenho muita coisa mais importante na minha cabeça.
— Eu não vou ficar aqui te atormentando com essas coisas porque sei que você não se importa... — ele falou e riu tristemente quando percebeu que eu não diria nada — Se precisar de mim estarei no quarto de hóspedes, mas como eu sei que não vai precisar, alguém deve está me substituindo no papel de marido.
Ele apenas se virou caminhando em direção as escadas até sumir da minha vista me deixando estática na sala com suas palavras processando na minha mente. Ele acabou de dizer que desconfia que eu tenho um amante e isso é um absurdo, essa ideia nunca passou por minha cabeça e ele está sendo um idiota ao pensar isso de mim.
Depois do que pareceu horas em pé na sala, eu me coloquei a caminhar pelo mesmo caminho que ele fez até o quarto de hóspedes, teríamos que esclarecer essa sua quase acusação de adultério.
Ao levar minha mão a maçaneta da porta entreaberta pude ouvir a voz de Harry vir de dentro do quarto e apenas me permitir ficar ali parada até que ele terminasse de falar com quem fosse no telefone.
— Não... Eu já tentei, não tem mais jeito...
Sua voz estava mais rouca que o normal e saia como um sussurro.
— É como se ela não existisse mais, é como se fossem duas pessoas diferentes, mas uma delas se foi. A melhor delas, a que eu amo.
Pude perceber que ele falava de mim para quem seja do outro lado e isso me deixou um pouco incomodada, a maneira como ele estava falando.
— Claro que eu ainda a amo, mãe, eu não continuaria aqui se não amasse... Mas eu acho que não aguento mais ter o coração partido a todo instante que ela me trata como um nada.
Ouvi Harry fungar e pude ter certeza que ele estava chorando, chorando por minha causa. Ele sempre foi tão forte e me consolou em tudo e hoje eu o faço chorar.
— Eu vou ficar bem... Vou pensar no que será melhor para mim, sim. Eu também te amo.
O silêncio no quarto depois da ligação ser encerrada foi substituído por soluços não muito baixos fazendo com que uma parte de mim se quebrasse como um pedaço de vidro ao ter um impacto com o chão. O que eu havia me tornado estava acabando com a melhor pessoa que eu conheci em toda a minha vida, eu amo o Harry, mesmo com tudo que nos aconteceu, com meu descuido ao me tornar uma pessoa vazia, mas eu o amo mais que tudo.
Em passos lentos e em silêncio eu adentrei o quarto indo até a cama, me sentando sem ao menos receber sua atenção. Levantei minha mão para tocar seus cabelos que estavam espalhados sobre o travesseiro e ponderei a ideia, não sabendo o que fazer quando eu havia passado tanto tempo sem tocá-lo.  
Eu estou temendo tocar o meu marido por não saber sua reação.
Finalmente deixei tudo em minha mente se esvair e pousei minha mão delicadamente em seus fios rebeldes acariciando cuidadosamente como se fosse se desintegrar em meio aos meus dedos.
— Eu sinto muito pelo que aconteceu com a gente... Comigo, devo dizer. — sussurrei baixinho como se minha voz fosse machucar seus ouvidos — Eu me dei conta muito tarde que eu não era mais a mesma, espero que ainda possa me perdoar. — fechei meus olhos tentando não chorar, essa era uma coisa que eu não fazia há muito tempo também — Eu nunca trai você com outro homem e nunca deixei de te amar. Nunca. Nem mesmo um segundo. Eu apenas esqueci como um amor deveria ser bem cuidado e esqueci o significado quando minha cabeça só gritava coisas e mais coisas que o meu consumismo queria para se satisfazer — respirei fundo para dizer as palavras seguintes — Eu te prometo que do mesmo jeito que mudei para essa coisa sem coração, eu voltarei a ser a sua namorada de antes, uma esposa de verdade.
— Não prometa o que não vai cumprir... — sua voz saiu em um fio.
— Eu preciso que você confie em mim... Eu estou disposta a isso para não vê-lo mais tão triste e ficar triste também. Eu te amo e te quero bem, pode não parecer nesses últimos anos, mas eu me importo com você, sim.  
— Eu também te amo e só preciso que me dê amor. — ele se sentou me olhando nos olhos pousando suas mãos em meu rosto — Me dê amor para que eu me sinta completo. Apenas me dê amor!
Ele colou nossos lábios em um selinhos singelo assim que terminou dizer o que precisava e eu não demorei para intensificar o beijo o tornando íntimo, coisa que há muito não sabíamos o que era.
Eu estou disposta a destruir essa (seu nome) que me tornei e resgatar a antiga para não partir ainda mais o coração da pessoa que eu amo e consequentemente o perder por coisas que não valem a pena.


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